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Maria L Ciorlia (cargo no release), Rodrigo Archer (CEO) e Sofia Lança (especialista em Inovação)
Belgo Arames segue entre as líderes em inovação

Empresa ocupa o 4º lugar na categoria Mineração, Metalurgia e Siderurgia da premiação Valor Inovação e a 60ª posição entre 150 selecionadas

A Belgo Arames, líder brasileira na transformação de arames de aço, foi reconhecida como uma das empresas mais inovadoras do país no ranking Valor Inovação 2026, divulgado na última segunda-feira (4/8). A companhia conquistou o 4º lugar na categoria Mineração, Metalurgia e Siderurgia e a 60ª posição na classificação geral.​

​O reconhecimento reflete uma trajetória consistente de investimentos em pesquisa, transformação digital e desenvolvimento de produtos. Em 2025, as iniciativas de inovação contribuíram para uma redução de 4,85% na estrutura de custos da empresa, resultado impulsionado principalmente por projetos voltados ao aumento da produtividade, à otimização de processos e ao ganho de eficiência operacional. Os avanços reforçam a competitividade da Belgo e ampliam sua capacidade de investir no crescimento do negócio.​

​“A inovação faz parte da história da Belgo e continua sendo um dos pilares da nossa estratégia. Essa cultura é fortalecida por iniciativas que incentivam o protagonismo dos nossos empregados na identificação de oportunidades e na construção de melhorias para processos, produtos e modelos de negócio. Também ampliamos nossa capacidade de evolução por meio da inovação aberta, conectando a empresa a startups, universidades e centros de pesquisa”, afirma Maria L. Ciorlia, gerente geral de Marketing, Estratégia e Inovação da Belgo Arames.​

​Atualmente, cerca de 14% da receita líquida da Belgo é proveniente de produtos lançados nos últimos anos. Entre eles está o Dramix® 4D, fibra de aço desenvolvida pela companhia que oferece até quatro vezes mais resistência à tração em comparação aos materiais convencionais e pode gerar redução de até 25% no consumo de materiais e mão de obra em obras de concreto.​

​A companhia também vem ampliando sua atuação em inovação aberta por meio de iniciativas como a parceria com o FIEMG Lab, que fortalece a conexão com startups e acelera projetos relacionados à digitalização, inteligência operacional, automação e sustentabilidade. “Os resultados demonstram que inovação não é apenas uma fonte de diferenciação, mas um fator essencial para aumentar nossa eficiência, ampliar a competitividade e criar novas oportunidades de crescimento. É dessa forma que seguimos evoluindo e gerando valor para clientes, empregados, parceiros e sociedade”, destaca Ciorlia.​

Comportamento animal: por que os búfalos exigem estruturas mais resistentes nas fazendas?

Hábitos naturais da espécie influenciam diretamente o planejamento de áreas de manejo e cercas contribuindo para o bem-estar animal e a produtividade rural

 

Com um rebanho superior a 1,8 milhão de cabeças e em expansão no país, a bubalinocultura exige cuidados específicos de manejo e infraestrutura. Entre os principais desafios da atividade está o cercamento, que precisa suportar a força física dos animais e considerar seus hábitos naturais para evitar fugas, acidentes e perdas produtivas.

O Brasil possui atualmente o maior rebanho de búfalos do Ocidente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Domesticados há milhares de anos na Ásia, em regiões historicamente ligadas à Mesopotâmia, os búfalos chegaram ao país no século XIX, com os primeiros animais desembarcando na Ilha de Marajó (PA). Desde então, conquistaram espaço na pecuária nacional graças à rusticidade, à capacidade de adaptação e ao elevado valor nutricional da carne e do leite.

Apesar dessas características, o manejo dos bubalinos apresenta particularidades que exigem atenção dos produtores. Segundo Bruno Nolasco, gerente de negócios agro da Belgo Arames, compreender o comportamento da espécie é fundamental para garantir produtividade, bem-estar animal e eficiência operacional.

“Os búfalos são animais gregários, com forte instinto de rebanho e elevada capacidade de aprendizado. Quando manejados de forma adequada, apresentam comportamento dócil. No entanto, são extremamente fortes e persistentes diante de obstáculos, além de mais sensíveis ao estresse provocado por manejo inadequado, ruídos intensos e movimentações bruscas”, explica o especialista.

Outra característica marcante da espécie é a busca constante por sombra, ambientes úmidos e locais para imersão em água ou lama. Esse comportamento é essencial para a termorregulação dos animais, já que os bubalinos possuem menos glândulas sudoríparas que os bovinos e pele mais espessa e escura, o que reduz a eficiência da dissipação do calor.

“Quando essas necessidades biológicas não são atendidas, os animais tendem a procurar ambientes mais favoráveis, aumentando o risco de fugas e acidentes”, destaca Bruno.

Essas particularidades tornam a infraestrutura de cercamento um fator estratégico para o sucesso da atividade. É comum que os búfalos exerçam forte pressão sobre as cercas ao se apoiar, esfregar o corpo ou tentar acessar áreas com água e pastagem. A ausência de estruturas adequadas para conduzir os animais a áreas com água e pastagem, aliada a cercamentos subdimensionados, pode comprometer a integridade do sistema. Nessas condições, aumentam os casos de rompimento dos arames, deslocamento de mourões e danos à estrutura da cerca.

De acordo com o gerente, um cercamento eficiente deve ser planejado considerando tanto a força dos animais quanto seus hábitos naturais. “Corredores amplos, curvas suaves, currais bem dimensionados e o posicionamento estratégico de áreas de sombra e bebedouros ajudam a reduzir o estresse e facilitam o manejo. Além disso, o sistema deve utilizar materiais de alta resistência, mourões robustos e ancoragens reforçadas para garantir a estabilidade e a tensão da cerca ao longo do tempo”, afirma.

Para cercamentos permanentes, uma das alternativas é o Belgo ZZ-700 Bezinal®, arame liso de alta resistência que suporta até 700 kgf de impacto e apresenta elevada proteção contra corrosão, característica importante em áreas úmidas e alagadiças, comuns na criação de búfalos. Já o arame farpado Motto® é indicado para terrenos acidentados, litorâneos e alagadiços, proporcionando economia de mourões graças à sua torção alternada. Para sistemas de cerca elétrica utilizados no manejo dos rebanhos, a opção é o Belgo Eletrix®.

 

Em propriedades com animais de maior porte e sistemas de pastejo rotacionado com alta lotação, recomenda-se a utilização do Belgo ZZ-700 Bezinal® em cercas elétricas. Outra solução amplamente adotada é a cerca de arame liso composta por cinco fios de Belgo ZZ-700 Bezinal®, com o fio central eletrificado. Essa configuração proporciona maior segurança ao rebanho, ajudando a manter os animais dentro das áreas de pastejo ou dos limites da propriedade e reduzindo o risco de fugas”, recomenda Bruno Nolasco.

 

“Na bubalinocultura, o cercamento não deve ser visto apenas como um elemento de divisão de áreas. Trata-se de uma ferramenta estratégica para garantir segurança, reduzir custos de manutenção, evitar perdas por fugas e aumentar a eficiência produtiva ao longo dos anos”, conclui Bruno Nolasco.

Sustentabilidade na prática: o que protege a natureza e fortalece a produção?

Soluções de cercamento auxiliam a preservação da fauna e da flora, promovem a recuperação de áreas degradadas e agregam valor às propriedades rurais

 

Quando o tema é preservação ambiental, imagens de florestas, rios e animais silvestres costumam vir à mente. Entretanto, secas prolongadas, enchentes históricas e incêndios cada vez mais intensos estão transformando o ambiente. “No Brasil, os impactos são cada vez mais evidentes: alterações no regime de chuvas, ondas de calor e eventos climáticos extremos têm aumentado a vulnerabilidade de diferentes regiões, afetando desde áreas de conservação até cadeias produtivas do agronegócio, reforçando a importância de iniciativas que contribuam para a proteção dos recursos naturais e para a construção de sistemas rurais mais resilientes”, destaca Bruno Nolasco, gerente de negócios agro da Belgo Arames.

De acordo com a pesquisa “Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil”, elaborado pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), os desastres climáticos afetaram mais de 336 mil brasileiros, em 2025. Economicamente, isso significa prejuízos de R$ 3,9 bilhões para o país. Dados como esses retratam as consequências, mas não escancaram as causas desse problema. Uso inadequado do solo, supressão da vegetação nativa e falta de preservação ambiental efetiva intensificam a degradação dos ecossistemas e tornam os impactos climáticos ainda mais severos.

“Diante de todos esses eventos, a adoção de práticas que conciliam produção e conservação ambiental se torna fundamental, mas preservar não significa abrir mão da produtividade. Por isso, pensar em soluções práticas que possibilitam conciliar produção e conservação se torna um diferencial nas propriedades rurais. Embora muitas vezes sejam associadas apenas à divisão de pastagens e à organização da propriedade, as cercas desempenham papel estratégico nessa proteção dos recursos naturais e da fauna silvestre”, afirma Bruno.

O cercamento bem planejado pode delimitar áreas de preservação permanente (APPs), reservas legais, nascentes, matas ciliares e corredores ecológicos, impedindo a entrada de animais domésticos e acesso indevido de pessoas, favorecendo a manutenção da vegetação nativa e dos habitats naturais.

Além disso, a delimitação adequada entre áreas produtivas e áreas de proteção ambiental facilita o monitoramento da propriedade e contribui para o cumprimento de exigências ambientais. Soluções resistentes e duráveis também diminuem a necessidade de manutenções frequentes, reduzindo intervenções em locais que precisam permanecer protegidos.

“Outro benefício importante do cercamento está relacionado à recuperação de áreas degradadas. Ao isolar regiões em processo de regeneração, as cercas impedem o pisoteio por animais e outras interferências que podem comprometer o desenvolvimento da vegetação. Esse cuidado é fundamental em projetos de restauração florestal e recomposição de matas ciliares, nos quais o tempo de recuperação pode levar anos”, completa Bruno.

O especialista ressalta que para que o cercamento cumpra seu papel ambiental é necessário que a instalação considere as características de cada área. “O tipo de material utilizado, a altura da cerca e o espaçamento entre os fios influenciam diretamente a interação com a fauna local. Um projeto bem dimensionado deve proteger o espaço sem impedir o deslocamento natural dos animais, evitando o isolamento de áreas importantes para alimentação, reprodução e abrigo”.

Para atender diferentes necessidades do campo, a Belgo Arames – referência no mercado brasileiro de Arames – oferece soluções voltadas ao cercamento rural e ambiental desenvolvidas para proporcionar resistência, segurança e longa durabilidade. Entre elas estão as cercas prontas Belgo Strada e Belgo Ferrovia, para proteção de estradas evitando o atropelamento e a passagem de fauna (anta, tamanduá, capivara), além de telas e arames específicos para diferentes aplicações, como os arames Motto e Belgo ZZ-700 Bezinal e a cerca Belgo Javaporco.

“O investimento em cercas de qualidade contribui para um futuro ambiental saudável e concilia preservação ambiental e produção rural com um item essencial da fazenda. O cercamento une conservação e produtividade. Quando escolhido e instalado de forma adequada, ele protege recursos naturais, fortalece a resiliência das propriedades e contribui para uma produção rural mais sustentável”, finaliza Bruno Nolasco.

Seca pressiona a pecuária e acelera adoção de sistemas mais resilientes no campo

Confinamento e infraestrutura adequada ganham espaço como alternativas para manter a produtividade diante de eventos climáticos extremos

A seca que colocou 2024 entre os anos mais críticos das últimas quatro décadas já traz impactos concretos à pecuária brasileira e acelera a busca por sistemas produtivos mais resilientes. Diante da previsão de retorno do El Niño, fenômeno associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico e à alteração dos padrões de chuva, produtores intensificam estratégias para preservar a produtividade e reduzir riscos no campo.

Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontam que o país enfrentou, em 2024, um dos períodos mais secos das últimas quatro décadas, cenário que tende a se repetir em ciclos climáticos adversos.

As mudanças no clima já afetam diretamente setores dependentes de recursos naturais, como a pecuária de corte, um dos pilares do agronegócio brasileiro. Estudo do Climate Policy Initiative – ligado à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – e do projeto Amazônia 2030, mostra que os incêndios florestais de 2024, agravados pelo El Niño, causaram perdas de R$ 14,7 bilhões ao campo, sendo R$ 8 bilhões relacionados diretamente à pecuária e às pastagens.

“Embora os incêndios sejam a face mais visível dos eventos extremos, os efeitos da seca começam antes e comprometem a base da produção”, afirma Bruno Nolasco, gerente de negócio agro da Belgo Arames. “A escassez de chuva reduz a qualidade nutricional das pastagens e limita a disponibilidade de alimento. Diante disso, o produtor precisa ajustar o manejo para manter o desempenho do rebanho.”

A pressão sobre as pastagens tem levado ao avanço do confinamento como alternativa para garantir oferta alimentar adequada. O sistema permite dieta balanceada, favorece o ganho de peso e reduz o tempo até o abate. Também contribui para maior previsibilidade da produção e melhor uso das áreas disponíveis.

Os resultados do confinamento, no entanto, dependem de fatores como planejamento nutricional, disponibilidade de água, manejo sanitário e infraestrutura adequada. Em operações com maior número de animais, a organização dos espaços e o controle dos lotes tornam-se ainda mais relevantes.

“A infraestrutura é um elemento-chave para a eficiência do sistema”, explica Nolasco. “Cercamentos bem planejados contribuem para a organização da operação, reduzem o estresse dos animais e ajudam a evitar perdas e acidentes.”

Além de delimitar áreas e apoiar o manejo, os sistemas de cercamento têm papel direto na segurança do rebanho e na rotina operacional. Materiais de maior resistência favorecem a estabilidade das estruturas e reduzem a necessidade de intervenções frequentes.

A mesma lógica se aplica às estruturas de sombreamento utilizadas nos confinamentos, cada vez mais importantes para promover conforto térmico e bem-estar animal em períodos de temperaturas elevadas. A sustentação dessas coberturas exige materiais resistentes e duráveis, capazes de suportar as condições do ambiente rural ao longo do tempo.

Soluções com foco em durabilidade, resistência e eficiência operacional ganham relevância no campo frente a esses desafios. E, para eles, a Belgo Arames desenvolve produtos voltados às demandas da pecuária, como cordoalhas (Belgo Cordaço e Belgo Remanga) projetadas para suportar condições adversas e contribuir para a confiabilidade das estruturas. O portfólio também inclui o arame liso Belgo ZZ-700 Bezinal, indicado para aplicações que exigem alta resistência à corrosão e longa vida útil, características importantes na sustentação de estruturas de sombreamento e cercamentos. “A escolha adequada dos materiais impacta diretamente a segurança da operação e a durabilidade dos cercamentos”, conclui o gerente.

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