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Cai drasticamente número de acidentes com capivaras dois anos após instalação de cercas de proteção na Marginal Pinheiros

Instalação de barreiras em trecho de dois quilômetros teve bons resultados. Em 2026, houve apenas um caso envolvendo animais na via.

Quem passa pela Marginal Pinheiros, em São Paulo, pode avistar capivaras tranquilas e sem pressa nadando no rio ou passeando nas margens. Elas convivem com a velocidade da maior metrópole do Hemisfério Sul sem abrir mão do próprio ritmo e das características da espécie. Mas quando decidem atravessar a segunda via de maior tráfego na cidade, a situação pode ficar bem menos pacífica.

“As capivaras têm hábitos predominantemente associados a ambientes próximos da água e encontraram nas margens do Rio Pinheiros condições favoráveis para viver, descansar e se alimentar. Esse espaço, contudo, é compartilhado com vias de grande circulação de carros. Apesar da convivência entre fauna e humanos ser positiva, exige atenção pois esses animais podem escapar e acessar os locais de tráfego causando acidentes graves”, explica Bruno Nolasco, gerente de negócios agro da Belgo Arames.

Essa preocupação ganhou uma solução concreta em agosto de 2024, por meio de parceria do Projeto Capa (Centro de Apoio e Proteção Animal) com a Belgo – referência no mercado brasileiro de arames e cercas –, com a instalação de cercamento de aproximadamente 2 quilômetros da via expressa, criando barreira física para impedir que as capivaras acessassem as pistas e ajudando e as mantendo em uma área mais segura.

Os resultados dessa iniciativa são muito positivos. Depois de dois anos, o número de acidentes diminuiu consideravelmente. Um ano antes da instalação das cerca, em 2023, houve 15 mortes de capivaras por atropelamento. Em 2026, houve apenas um caso. De acordo com a presidente do Projeto Capa, Mariana Ferri Aidar, a redução de acidentes representa uma conquista para a conservação da fauna e também uma medida de segurança para as capivaras e os carros que circulam diariamente pela região.

“Preservar a vida e o bem-estar dos animais é extremamente importante. Só que esse trabalho vai muito além disso porque não são apenas os animais que estamos protegendo. Também protegemos quem passa pela Marginal. Afinal, a colisão de um veículo em alta velocidade com uma capivara de 80 quilos é extremamente perigoso, com risco de morte para os ocupantes e perda total do veículo”, ressalta Mariana.

Diante de situações como essa, estabelecer limites entre os espaços evita o acesso dos animais a locais de grande circulação de carros e pessoas. “Soluções, como a cerca pronta Belgo Strada – instalada na Marginal Pinheiros –, atuam como barreira preventiva, evitando atropelamentos e a passagem dos roedores”, comenta Bruno Nolasco. Segundo ele, essa cerca foi desenvolvida justamente para esse tipo de função. Além das áreas urbanas, ela pode ser utilizada em propriedades rurais para auxiliar o isolamento de áreas e a redução de acidentes, contribuindo para uma convivência mais segura com a fauna presente no entorno.

“A instalação das cercas tem efetivamente protegido os animais e as pessoas. Após a parceria com a Belgo, nossa organização não governamental (ONG) cuida com carinho e sucesso desses grandes e simpáticos roedores”, comenta a presidente do Projeto Capa.

Para a Belgo Arames, a parceria reforça a importância de pensar no cercamento também como uma ferramenta de prevenção. “Quando falamos em cercas, estamos falando literalmente de segurança. Seja em uma área urbana seja em uma propriedade rural, estabelecer uma barreira adequada evita que animais cheguem a locais de risco e, ao mesmo tempo, protege pessoas, estruturas e atividades”, completa o gerente da empresa.

Impressão 3D metálica pode reduzir em até 75% o tempo de obtenção de peças industriais

Projeto desenvolvido pela Belgo Arames – em parceria com o CIT SENAI, viabiliza a fabricação de uma peça multimaterial e elimina uma etapa do processo produtivo

A Belgo Arames, líder brasileira na transformação de arames de aço, avança na aplicação da manufatura aditiva. Em parceria com o Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) SENAI, por meio do CDT MADA, a empresa produziu um componente por impressão 3D, demonstrando o potencial da tecnologia para reduzir o tempo de obtenção de peças estratégicas, além de simplificar o processo produtivo e combinar diferentes materiais em uma única estrutura.

O item atua no tracionamento do arame através da fieira — etapa de redução do diâmetro do material — e é responsável por controlar a tensão e velocidade para garantir a qualidade superficial na linha de produção. Atualmente importada, a peça possui um lead time de aproximadamente quatro meses e, por meio da impressão, ela pode ser produzida em cerca de um mês, considerando exclusivamente a etapa de fabricação e as características específicas do projeto.

A produção utilizou a célula de fabricação Metal M1 da MX3D, comissionada em 2025 no CDT MADA. A tecnologia permitiu dobrar a taxa de deposição de material — indicador da quantidade de material aplicada por hora no processo, que passou de 5 kg/h para até 10 kg/h, acelerando o tempo total de impressão e aumentando a eficiência do processo produtivo.

Avanços técnicos

Outro diferencial do projeto foi a fabricação do componente com diferentes materiais em uma única peça, integrando o aço carbono MA2 (desenvolvido no âmbito do CDT MADA) aos aços inoxidáveis 316L e 420. Essa abordagem multimaterial permite aplicar ligas nobres e de alta resistência apenas nas regiões de maior desgaste da peça, otimizando o custo de matéria-prima e estendendo a vida útil sob operação severa.

“A possibilidade de fabricar peças com diferentes materiais e propriedades em um único processo representa um avanço importante para a engenharia aplicada. A iniciativa permite desenvolver componentes mais eficientes e alinhados às exigências reais de operação”, afirma Maria L. Ciorlia, gerente de Marketing, Estratégia e Inovação.

A tecnologia também possibilitou eliminar a etapa de metalização da peça, tratamento normalmente empregado para aumentar sua resistência ao desgaste. Com isso, o processo de fabricação foi simplificado, reduzindo operações adicionais.

Os resultados foram viabilizados por tecnologias avançadas de soldagem, controle térmico e estratégias de projeto mecânico voltadas para a manufatura aditiva — o chamado Design for Additive Manufacturing (DfAM) —, que otimizaram a geometria da peça e o planejamento da fabricação sob demanda. “O objetivo do CDT MADA é apresentar caminhos alternativos à produção tradicional. Por isso, a presença da Belgo Arames neste projeto foi fundamental para desenvolver uma nova tecnologia na fabricação de peças, que poderá ser utilizada pelo setor industrial no futuro”, afirma Marcos do Espírito Santo, gerente de Inovação Industrial do Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) / SENAI.

Abigeato desafia pecuaristas e impulsiona adoção de tecnologias de monitoramento do rebanho

Em propriedades extensas, ferramentas de rastreamento ampliam a visibilidade sobre os animais e ajudam a identificar movimentações fora do padrão com mais rapidez 

 

O avanço do abigeato tem levado pecuaristas a reforçar os sistemas de monitoramento dos rebanhos e a buscar novas formas de ampliar o controle sobre os animais, especialmente em propriedades de grande extensão. Em fazendas onde o gado permanece distribuído por centenas de hectares, acompanhar a movimentação do rebanho e identificar situações atípicas continua sendo um dos principais desafios para a segurança patrimonial. 

 

No Rio Grande do Sul, por exemplo, foram registradas mais de 1.300 ocorrências de abigeato apenas no primeiro semestre de 2026, um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado. Embora não exista um levantamento consolidado em nível nacional, o crime é uma preocupação recorrente em importantes regiões pecuárias do país. 

 

“Com ações cada vez mais planejadas, os criminosos observam a rotina das propriedades, identificam vulnerabilidades e atuam justamente quando a distância entre o produtor e o rebanho dificulta uma resposta rápida”, afirma Bruno Nolasco, gerente de negócios agro da Belgo Arames.  Segundo ele, o cenário é ainda mais complexo em propriedades extensas. “São quilômetros de cercas, diferentes áreas de pastagem e animais espalhados por grandes distâncias. Cercas, controle de acesso e rondas continuam sendo fundamentais, mas o produtor também precisa de informações que permitam acompanhar o que acontece além do seu campo de visão”, explica. 

 

Nesse contexto, tecnologias de monitoramento vêm ganhando espaço como aliadas da gestão e da segurança no campo. Além de auxiliar no inventário dos animais, essas ferramentas permitem acompanhar a movimentação do rebanho, identificar comportamentos fora da rotina e registrar informações que podem apoiar eventuais investigações. 

 

“Quanto mais rápido o produtor identifica uma situação incomum, maior sua capacidade de reação. A tecnologia funciona como uma extensão da observação humana, ampliando a visibilidade sobre áreas que muitas vezes estão distantes da sede da fazenda”, destaca Nolasco. 

 

Uma das soluções disponíveis para esse acompanhamento é o Instabov Autotag, tecnologia desenvolvida pela agtech Instabov com apoio da Belgo Arames. A plataforma reúne brincos eletrônicos, antenas e um aplicativo integrado à inteligência artificial para automatizar o inventário do rebanho e monitorar a movimentação dos animais ao longo do tempo. 

 

Recentemente, o sistema passou a operar com conectividade via satélite, ampliando sua cobertura de aproximadamente 15 para até 1.000 hectares por antena. A atualização permite o funcionamento mesmo em áreas com pouca ou nenhuma cobertura de internet convencional, ampliando as possibilidades de utilização em propriedades de grande porte. 

 

Além de acompanhar a localização e a dinâmica do rebanho, o sistema permite realizar contagens de estoque até 30 vezes mais rapidamente do que os métodos convencionais, oferecendo informações atualizadas para apoiar a tomada de decisão na fazenda. 

 

“A tecnologia não substitui cercas, controle de acesso, rondas ou a atuação das forças de segurança. Seu papel é complementar essas medidas, ampliando a capacidade de monitoramento do patrimônio. Em uma fazenda onde os animais podem estar distribuídos por centenas de hectares, ter acesso às informações em tempo real significa enxergar muito além do que os olhos alcançam”, conclui Nolasco. 

Belgo Arames apresenta soluções para geotécnica no COBRAMSEG 2026

Empresa vai apresentar soluções para contenção, reforço estrutural e atualizações em seu plugin de modelagem BIM

A Belgo Arames, líder brasileira na transformação de arames de aço, marca presença no 22º Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (COBRAMSEG 2026), que acontece de 24 a 28 de agosto, em Brasília (DF). Com o tema “Geotecnia e Mudanças Climáticas: Infraestruturas e Cidades Resilientes”, o evento reunirá especialistas, pesquisadores e empresas para discutir soluções capazes de ampliar a segurança, a eficiência e a resiliência das obras geotécnicas. Nesse contexto, a Belgo apresentará tecnologias voltadas à digitalização de projetos, contenção de solos e reforço estrutural.

Com um portfólio que abrange desde a modelagem digital até a execução no canteiro de obras, a empresa destaca soluções desenvolvidas para conferir mais praticidade, resistência e durabilidade às estruturas geotécnicas.

“Os desafios da geotecnia atual exigem projetos cada vez mais precisos e soluções que conciliem produtividade, desempenho e segurança estrutural. Nesse cenário, a Belgo atua como parceira técnica do setor, oferecendo desde ferramentas para modelagem em ambiente BIM até tecnologias reconhecidas para contenção e reforço de maciços, apoiando os profissionais em todas as etapas do projeto”, afirma Romário Lima, especialista de produto da Belgo Arames.

Entre as novidades apresentadas pela empresa está a atualização do Belgo BIM, plug-in desenvolvido para operar diretamente no Autodesk Revit. A ferramenta automatiza a modelagem de muros de contenção e a extração de quantitativos de materiais, substituindo processos manuais e reduzindo significativamente o tempo de desenvolvimento dos projetos. Na nova versão, o recurso “Inserir Gabiões” passa a contemplar também as famílias do tipo colchão e saco, ampliando as possibilidades de modelagem e conferindo ainda mais agilidade, precisão e padronização às etapas de especificação e execução em campo.

Para aplicações de contenção e estabilização de solos, a Belgo apresentará o Gabião Belgo Easy®. Desenvolvido em malha soldada, o produto simplifica a montagem em campo, aliando eficiência logística e elevado desempenho estrutural. O portfólio inclui ainda a linha Belgo Fortfy®, que contempla os painéis eletrossoldados galvanizados desenvolvidos especialmente para reforço dos maciços rochosos na mineração subterrânea; as fibras de aço Dramix, utilizadas no reforço de concreto projetado; e a Cordoalha CP190, desenvolvida para estruturas que exigem elevada resistência e confiabilidade, certificada pela ABNT NBR 7483:2021 e pelo Post-Tensioning Institute (PTI), referência internacional em pós-tensão.

 

 

 

No dia 25 de agosto, às 15h30, o mestre em Cidades Inteligentes e Sustentáveis, engenheiro civil, professor universitário e engenheiro de aplicação da Belgo Arames, Antônio Celso, ministrará a palestra “Soluções de Alto Desempenho Aplicadas à Geotecnia”, no Palco 2. Durante a apresentação, os participantes poderão conhecer aplicações, cases e tecnologias desenvolvidas para aumentar a eficiência, a segurança e a durabilidade de obras geotécnicas.

Os visitantes do estande ainda poderão trocar experiências com a equipe técnica da Belgo, conhecer aplicações práticas das soluções e receber suporte especializado para a escolha das tecnologias mais adequadas às demandas de seus projetos.

 

Serviço:
COBRAMSEG 2026
Data:
24 a 28 de agosto
Local: Centro Internacional de Convenções do Brasil – CICB (St. de Clubes Esportivos Sul Trecho 2 Conjunto 63, Lote 50 – Asa Sul, Brasília – DF)
Estande Belgo: 41

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