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Comportamento animal: por que os búfalos exigem estruturas mais resistentes nas fazendas?

Hábitos naturais da espécie influenciam diretamente o planejamento de áreas de manejo e cercas contribuindo para o bem-estar animal e a produtividade rural

 

Com um rebanho superior a 1,8 milhão de cabeças e em expansão no país, a bubalinocultura exige cuidados específicos de manejo e infraestrutura. Entre os principais desafios da atividade está o cercamento, que precisa suportar a força física dos animais e considerar seus hábitos naturais para evitar fugas, acidentes e perdas produtivas.

O Brasil possui atualmente o maior rebanho de búfalos do Ocidente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Domesticados há milhares de anos na Ásia, em regiões historicamente ligadas à Mesopotâmia, os búfalos chegaram ao país no século XIX, com os primeiros animais desembarcando na Ilha de Marajó (PA). Desde então, conquistaram espaço na pecuária nacional graças à rusticidade, à capacidade de adaptação e ao elevado valor nutricional da carne e do leite.

Apesar dessas características, o manejo dos bubalinos apresenta particularidades que exigem atenção dos produtores. Segundo Bruno Nolasco, gerente de negócios agro da Belgo Arames, compreender o comportamento da espécie é fundamental para garantir produtividade, bem-estar animal e eficiência operacional.

“Os búfalos são animais gregários, com forte instinto de rebanho e elevada capacidade de aprendizado. Quando manejados de forma adequada, apresentam comportamento dócil. No entanto, são extremamente fortes e persistentes diante de obstáculos, além de mais sensíveis ao estresse provocado por manejo inadequado, ruídos intensos e movimentações bruscas”, explica o especialista.

Outra característica marcante da espécie é a busca constante por sombra, ambientes úmidos e locais para imersão em água ou lama. Esse comportamento é essencial para a termorregulação dos animais, já que os bubalinos possuem menos glândulas sudoríparas que os bovinos e pele mais espessa e escura, o que reduz a eficiência da dissipação do calor.

“Quando essas necessidades biológicas não são atendidas, os animais tendem a procurar ambientes mais favoráveis, aumentando o risco de fugas e acidentes”, destaca Bruno.

Essas particularidades tornam a infraestrutura de cercamento um fator estratégico para o sucesso da atividade. É comum que os búfalos exerçam forte pressão sobre as cercas ao se apoiar, esfregar o corpo ou tentar acessar áreas com água e pastagem. A ausência de estruturas adequadas para conduzir os animais a áreas com água e pastagem, aliada a cercamentos subdimensionados, pode comprometer a integridade do sistema. Nessas condições, aumentam os casos de rompimento dos arames, deslocamento de mourões e danos à estrutura da cerca.

De acordo com o gerente, um cercamento eficiente deve ser planejado considerando tanto a força dos animais quanto seus hábitos naturais. “Corredores amplos, curvas suaves, currais bem dimensionados e o posicionamento estratégico de áreas de sombra e bebedouros ajudam a reduzir o estresse e facilitam o manejo. Além disso, o sistema deve utilizar materiais de alta resistência, mourões robustos e ancoragens reforçadas para garantir a estabilidade e a tensão da cerca ao longo do tempo”, afirma.

Para cercamentos permanentes, uma das alternativas é o Belgo ZZ-700 Bezinal®, arame liso de alta resistência que suporta até 700 kgf de impacto e apresenta elevada proteção contra corrosão, característica importante em áreas úmidas e alagadiças, comuns na criação de búfalos. Já o arame farpado Motto® é indicado para terrenos acidentados, litorâneos e alagadiços, proporcionando economia de mourões graças à sua torção alternada. Para sistemas de cerca elétrica utilizados no manejo dos rebanhos, a opção é o Belgo Eletrix®.

 

Em propriedades com animais de maior porte e sistemas de pastejo rotacionado com alta lotação, recomenda-se a utilização do Belgo ZZ-700 Bezinal® em cercas elétricas. Outra solução amplamente adotada é a cerca de arame liso composta por cinco fios de Belgo ZZ-700 Bezinal®, com o fio central eletrificado. Essa configuração proporciona maior segurança ao rebanho, ajudando a manter os animais dentro das áreas de pastejo ou dos limites da propriedade e reduzindo o risco de fugas”, recomenda Bruno Nolasco.

 

“Na bubalinocultura, o cercamento não deve ser visto apenas como um elemento de divisão de áreas. Trata-se de uma ferramenta estratégica para garantir segurança, reduzir custos de manutenção, evitar perdas por fugas e aumentar a eficiência produtiva ao longo dos anos”, conclui Bruno Nolasco.

Sustentabilidade na prática: o que protege a natureza e fortalece a produção?

Soluções de cercamento auxiliam a preservação da fauna e da flora, promovem a recuperação de áreas degradadas e agregam valor às propriedades rurais

 

Quando o tema é preservação ambiental, imagens de florestas, rios e animais silvestres costumam vir à mente. Entretanto, secas prolongadas, enchentes históricas e incêndios cada vez mais intensos estão transformando o ambiente. “No Brasil, os impactos são cada vez mais evidentes: alterações no regime de chuvas, ondas de calor e eventos climáticos extremos têm aumentado a vulnerabilidade de diferentes regiões, afetando desde áreas de conservação até cadeias produtivas do agronegócio, reforçando a importância de iniciativas que contribuam para a proteção dos recursos naturais e para a construção de sistemas rurais mais resilientes”, destaca Bruno Nolasco, gerente de negócios agro da Belgo Arames.

De acordo com a pesquisa “Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil”, elaborado pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), os desastres climáticos afetaram mais de 336 mil brasileiros, em 2025. Economicamente, isso significa prejuízos de R$ 3,9 bilhões para o país. Dados como esses retratam as consequências, mas não escancaram as causas desse problema. Uso inadequado do solo, supressão da vegetação nativa e falta de preservação ambiental efetiva intensificam a degradação dos ecossistemas e tornam os impactos climáticos ainda mais severos.

“Diante de todos esses eventos, a adoção de práticas que conciliam produção e conservação ambiental se torna fundamental, mas preservar não significa abrir mão da produtividade. Por isso, pensar em soluções práticas que possibilitam conciliar produção e conservação se torna um diferencial nas propriedades rurais. Embora muitas vezes sejam associadas apenas à divisão de pastagens e à organização da propriedade, as cercas desempenham papel estratégico nessa proteção dos recursos naturais e da fauna silvestre”, afirma Bruno.

O cercamento bem planejado pode delimitar áreas de preservação permanente (APPs), reservas legais, nascentes, matas ciliares e corredores ecológicos, impedindo a entrada de animais domésticos e acesso indevido de pessoas, favorecendo a manutenção da vegetação nativa e dos habitats naturais.

Além disso, a delimitação adequada entre áreas produtivas e áreas de proteção ambiental facilita o monitoramento da propriedade e contribui para o cumprimento de exigências ambientais. Soluções resistentes e duráveis também diminuem a necessidade de manutenções frequentes, reduzindo intervenções em locais que precisam permanecer protegidos.

“Outro benefício importante do cercamento está relacionado à recuperação de áreas degradadas. Ao isolar regiões em processo de regeneração, as cercas impedem o pisoteio por animais e outras interferências que podem comprometer o desenvolvimento da vegetação. Esse cuidado é fundamental em projetos de restauração florestal e recomposição de matas ciliares, nos quais o tempo de recuperação pode levar anos”, completa Bruno.

O especialista ressalta que para que o cercamento cumpra seu papel ambiental é necessário que a instalação considere as características de cada área. “O tipo de material utilizado, a altura da cerca e o espaçamento entre os fios influenciam diretamente a interação com a fauna local. Um projeto bem dimensionado deve proteger o espaço sem impedir o deslocamento natural dos animais, evitando o isolamento de áreas importantes para alimentação, reprodução e abrigo”.

Para atender diferentes necessidades do campo, a Belgo Arames – referência no mercado brasileiro de Arames – oferece soluções voltadas ao cercamento rural e ambiental desenvolvidas para proporcionar resistência, segurança e longa durabilidade. Entre elas estão as cercas prontas Belgo Strada e Belgo Ferrovia, para proteção de estradas evitando o atropelamento e a passagem de fauna (anta, tamanduá, capivara), além de telas e arames específicos para diferentes aplicações, como os arames Motto e Belgo ZZ-700 Bezinal e a cerca Belgo Javaporco.

“O investimento em cercas de qualidade contribui para um futuro ambiental saudável e concilia preservação ambiental e produção rural com um item essencial da fazenda. O cercamento une conservação e produtividade. Quando escolhido e instalado de forma adequada, ele protege recursos naturais, fortalece a resiliência das propriedades e contribui para uma produção rural mais sustentável”, finaliza Bruno Nolasco.

Seca pressiona a pecuária e acelera adoção de sistemas mais resilientes no campo

Confinamento e infraestrutura adequada ganham espaço como alternativas para manter a produtividade diante de eventos climáticos extremos

A seca que colocou 2024 entre os anos mais críticos das últimas quatro décadas já traz impactos concretos à pecuária brasileira e acelera a busca por sistemas produtivos mais resilientes. Diante da previsão de retorno do El Niño, fenômeno associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico e à alteração dos padrões de chuva, produtores intensificam estratégias para preservar a produtividade e reduzir riscos no campo.

Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontam que o país enfrentou, em 2024, um dos períodos mais secos das últimas quatro décadas, cenário que tende a se repetir em ciclos climáticos adversos.

As mudanças no clima já afetam diretamente setores dependentes de recursos naturais, como a pecuária de corte, um dos pilares do agronegócio brasileiro. Estudo do Climate Policy Initiative – ligado à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – e do projeto Amazônia 2030, mostra que os incêndios florestais de 2024, agravados pelo El Niño, causaram perdas de R$ 14,7 bilhões ao campo, sendo R$ 8 bilhões relacionados diretamente à pecuária e às pastagens.

“Embora os incêndios sejam a face mais visível dos eventos extremos, os efeitos da seca começam antes e comprometem a base da produção”, afirma Bruno Nolasco, gerente de negócio agro da Belgo Arames. “A escassez de chuva reduz a qualidade nutricional das pastagens e limita a disponibilidade de alimento. Diante disso, o produtor precisa ajustar o manejo para manter o desempenho do rebanho.”

A pressão sobre as pastagens tem levado ao avanço do confinamento como alternativa para garantir oferta alimentar adequada. O sistema permite dieta balanceada, favorece o ganho de peso e reduz o tempo até o abate. Também contribui para maior previsibilidade da produção e melhor uso das áreas disponíveis.

Os resultados do confinamento, no entanto, dependem de fatores como planejamento nutricional, disponibilidade de água, manejo sanitário e infraestrutura adequada. Em operações com maior número de animais, a organização dos espaços e o controle dos lotes tornam-se ainda mais relevantes.

“A infraestrutura é um elemento-chave para a eficiência do sistema”, explica Nolasco. “Cercamentos bem planejados contribuem para a organização da operação, reduzem o estresse dos animais e ajudam a evitar perdas e acidentes.”

Além de delimitar áreas e apoiar o manejo, os sistemas de cercamento têm papel direto na segurança do rebanho e na rotina operacional. Materiais de maior resistência favorecem a estabilidade das estruturas e reduzem a necessidade de intervenções frequentes.

A mesma lógica se aplica às estruturas de sombreamento utilizadas nos confinamentos, cada vez mais importantes para promover conforto térmico e bem-estar animal em períodos de temperaturas elevadas. A sustentação dessas coberturas exige materiais resistentes e duráveis, capazes de suportar as condições do ambiente rural ao longo do tempo.

Soluções com foco em durabilidade, resistência e eficiência operacional ganham relevância no campo frente a esses desafios. E, para eles, a Belgo Arames desenvolve produtos voltados às demandas da pecuária, como cordoalhas (Belgo Cordaço e Belgo Remanga) projetadas para suportar condições adversas e contribuir para a confiabilidade das estruturas. O portfólio também inclui o arame liso Belgo ZZ-700 Bezinal, indicado para aplicações que exigem alta resistência à corrosão e longa vida útil, características importantes na sustentação de estruturas de sombreamento e cercamentos. “A escolha adequada dos materiais impacta diretamente a segurança da operação e a durabilidade dos cercamentos”, conclui o gerente.

Estudo aponta economia de até 30% na construção civil com uso de fibras de aço

Pesquisa inédita será apresentada em webinar gratuito que discutirá a aplicação da tecnologia em paredes de concreto e elementos pré-fabricados

Um estudo inédito desenvolvido pela Evolução Engenharia apontou que o uso de fibras de aço Dramix Galvanizadas pode gerar uma economia de até 30% nos custos de reforço estrutural, além de reduzir em até 50% a demanda de mão de obra em comparação às soluções convencionais.

A pesquisa avaliou a viabilidade técnica e econômica da aplicação do concreto reforçado com fibras de aço (CRF) Dramix Galvanizadas em substituição total ou parcial às armaduras convencionais de aço em paredes de concreto moldadas no local, painéis pré-fabricados e vigas pré-fabricadas de concreto armado e protendido. Além da redução de custos, o estudo demonstrou que a solução mantém desempenho estrutural equivalente ou superior ao das armaduras convencionais, especialmente em situações de incêndio, ao mesmo tempo em que simplifica a execução das estruturas.

Os resultados da pesquisa serão apresentados pelo professor e engenheiro estrutural Marco Antônio Carnio, responsável pelo estudo, durante o webinar gratuito “O futuro da eficiência em paredes de concreto e pré-fabricados”, promovido pela Evolução Engenharia em parceria com a Belgo Arames, no dia 28 de julho, das 17h às 19h. O encontro também contará com uma apresentação do engenheiro da Belgo, Romário Lima, sobre as aplicações da tecnologia em paredes de concreto e elementos pré-fabricados.

Serviço
Webinar:
O futuro da eficiência em paredes de concreto e pré-fabricados
Data: 28 de julho de 2026
Horário: 17h às 19h
Inscrições: Sympla

Sobre a Belgo Arames
Com mais de 50 anos de história, a Belgo Arames é líder brasileira na transformação de arames de aço desde sua criação, fruto da parceria estratégica no Brasil entre a ArcelorMittal e a Bekaert. A empresa atua nos segmentos de Agronegócios, Cercamentos, Construção Civil, Automotivo, Solda, Aplicações Especiais e Indústria Petrolífera, oferecendo um mix de produtos e serviços que atendem com expertise e tecnologia de ponta, confiabilidade e qualidade aos mais diversos perfis de clientes. Tem oito unidades pelo país, nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Bahia, e sede em Contagem (MG).

Nossa atuação é pautada nos pilares Gente, Cliente, Inovação e Sustentabilidade. Em cada um deles, temos ambições que guiam nossas ações

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